Confissão de fé

1 – que a Bíblia é a Palavra de Deus, ela foi escrita por homens, mas inspirada pelo Espírito Santo, por isso nos revela a perfeita vontade de Deus e não contém erros.
2 – que a Bíblia é a única regra de fé e prática, nenhum outro livro ou ensino pode ser comparado a ela. A Bíblia contém todo o conselho de Deus para a nossa vida, por isso não podemos tirar nem acrescentar verdade alguma àquelas reveladas por ela.
3 – que a Bíblia possui sessenta e seis livros, sendo trinta e nove no Antigo Testamento e vinte e sete no Novo Testamento. Os livros chamados apócrifos, não sendo inspirados, não têm autoridade sobre a Igreja de Deus.
4 – em um único Deus, auto-suficiente, eterno, imutável, onipotente, onisciente e onipresente.
5 – que Deus criou todas as coisas que existem a partir do nada, pelo poder da Sua palavra. Sem Ele, nada do que foi feito se fez. Fora de Deus não há outros deuses, mas apenas criaturas. Por isso somente Ele é digno de receber glória e louvor.
6 – que Deus é cheio de bondade, sabedoria, justiça, amor e santidade. Todos os Seus atributos são eternos, imutáveis, infinitos e perfeitos.
7 – que em sua essência, Deus é a Trindade Santa. Isto é, há nEle três pessoas, numa mesma substância, coexistindo em perfeita harmonia. As três pessoas são: o Pai , o Filho e o Espírito Santo, possuindo cada um a essência divina, que é indivisível, desde a eternidade para todo sempre.
8 – que Deus criou o ser humano moralmente perfeito. Mas o primeiro casal, pecando contra Deus, caiu deste estado de perfeição.
9 – que a queda de Adão e Eva resultou na queda de toda a raça humana, pois todos já nascemos com a imagem e semelhança do ser humano decaído.
10 – que todo ser humano que vem ao mundo encontra-se em estado de perdição. Entregue a si mesmo, nenhum ser humano pode ser salvo e alcançar a vida eterna.
11 – que Deus providenciou um caminho de salvação para a humanidade. As obras dos homens não são a base para esta salvação. Sua base real é o pacto da graça que Deus fez conosco, conforme sua livre vontade de nos perdoar e salvar.
12 – que este pacto de graça foi selado através da obra de Jesus Cristo. Ele encarnou-se, tornando-se ser humano; viveu uma vida perfeita neste mundo, sem nenhum pecado; morreu na cruz em nosso lugar, pagando o preço do nosso pecado; foi ressuscitado por Deus ao terceiro dia, vencendo a morte; foi glorificado nas alturas, acima de toda autoridade humana e espiritual.
13 – que Jesus é o único Salvador da humanidade. Ele é o único intermediário entre Deus e os homens. À parte da obra salvadora de Jesus é impossível alcançar vida eterna.
14 – que o acesso à salvação é conseguido individualmente, através de uma obra realizada pelo Espírito Santo, no coração humano. Trata-se de uma mudança de vida, que a Bíblia chama de novo nascimento.
15 – que a salvação eterna é alcançada neste mundo pela fé em Cristo. A fé, porém, é mais do que mera crença. Significa confiar que Jesus é o meu Salvador pessoal; que sua morte foi em meu lugar, por meus pecados; e que a Sua ressurreição é a minha vida eterna.
16 – que para ser salvo é necessário verdadeiro arrependimento. Este arrependimento salvador não é meramente remorso ou tristeza por pecados individuais, mas a constatação sincera do estado de miséria espiritual em que me encontro, somada ao desejo de mudar de vida.
17 – que através da obra de salvação de Deus em minha vida, alcanço perfeita justificação. Lavado no sangue de Jesus Cristo, encontro perdão completo para os meus pecados.
18 – que graças à salvação, entro num processo de santificação. Minha vida é transformada, sendo eu regenerado passo a passo, pela ação do Espírito Santo em mim.
19 – que sem o Espírito Santo, é impossível a santificação. O mundo não tem o Espírito, mas todo crente o tem. Nascer de novo é o mesmo que ser batizado no Espírito Santo.
20 – que o povo de Deus não se limita a nenhuma igreja local ou denominação em particular. A Igreja é o grupo de pessoas salvas, em todas as localidades e por todas as gerações.
21 – que a vida cristã deve ser vivida em comunidade, com outros irmãos em Cristo. A igreja é o corpo de Cristo neste mundo, por onde flui Sua graça libertadora e santificadora.
22 – que o Batismo e a Ceia do Senhor são as ordenanças instituídas por Jesus. Delas devem participar somente as pessoas salvas e comprometidas com Ele.
23 – que o Batismo é o sinal da aliança do crente com Cristo. Quando o batizando é mergulhado, professa neste ato que morreu para a velha vida. Quando é levantado, está significando que ressuscitou para uma nova vida.
24 – que o Batismo deve ser administrado por imersão, isto é, mergulhando o crente completamente na água, salvo casos de enfermidade com permanência em leito. Nesse caso específico o Batismo poderá ser feito por aspersão, que é quando joga-se água apenas sobre a cabeça.
25 – que o Batismo só deve ser ministrado a pessoas convertidas, que publicamente professam sua fé em Cristo. Por isso não devemos batizar nem crianças, nem infiéis.
26 – que os elementos da Ceia são o pão e o vinho. O pão representa o corpo de Cristo e o vinho o Seu sangue. No ritual da Ceia celebramos a Sua morte por nós, até que Ele venha.
27 – que uma vez a Igreja reunida, e os elementos consagrados para o fim da celebração da Ceia, a participação na Ceia do Senhor é a nossa comunhão com o corpo e o sangue de Jesus. Embora o pão continue sendo pão e o vinho permaneça vinho, a presença espiritual de Jesus em nós é real.
28 – que somente devem participar da Ceia pessoas convertidas, que selaram seu compromisso com Deus através do batismo cristão. Devemos participar dela com espírito de gratidão, temor e com confissão de pecados a Deus.
29 – que Jesus Cristo voltará no dia final, para julgar os mortos e os vivos, e todos compareceremos diante do seu tribunal.
30 – que as pessoas salvas por Jesus nesta vida não entrarão em juízo, pois os seus pecados não são mais levados em conta.
31 – que no dia final, os salvos de todos os tempos serão transformados, deixando sua natureza corruptível e pecaminosa, sendo revestidos de incorruptibilidade e perfeição. Entraremos assim num estado glorioso de comunhão perfeita com Deus.
32 – que as pessoas que não foram salvas por Jesus durante esta vida, serão condenadas no juízo final. Não há oportunidade de salvação depois desta vida aqui.
33 – que os condenados no juízo enfrentarão o castigo eterno, em tormentos, banidos para sempre da presença de Deus.
34 – que Deus destruirá esta criação e fará novos céus e nova terra, onde reinam a paz e justiça, e onde habitaremos para sempre.